História Distritos
Mais história - Formação do Povo Valenciano

A população de Valença conta com 66.308 habitantes (IBGE, 2000), dos quais 57.304 distribuídos na zona urbana. Tem a predominância de 34.304 mulheres. É resultado de intensos processos de miscigenação entre índios, portugueses e escravos africanos.

Os primeiros habitantes do Sertão do Rio Preto, integrantes da nação Tapuia ou Ge, foram os índios “Coroados”. Esta denominação era dada a diversas tribos que viviam no Vale do Rio Paraíba entre os atuais municípios de Petrópolis e Resende e se deve ao modo como cortavam os cabelos, em forma de uma Coroa que facilitava sua movimentação pela exuberante floresta tropical, conhecida como Mata Atlântica, repleta de cipós, galhos e liames. Entre estas tribos podemos identificar os Coropós, Purus, Araris, Tampruns, Sanzaricons, Xumetós, Pitas e os temíveis Puris.

O atual centro da cidade era ocupado pelos Purus, enquanto os Araris ocupavam preferencialmente a área que hoje corresponde aos distritos de Pentagna e Conservatória. A expressão Puri significa bandido do mato, e revela o pensamento das outras tribos a respeito desse grupo indígena.

Aos Araris, conhecidos por sua beleza física, foi concedida uma sesmaria medindo uma légua em quadro, nas margens de um rio chamado Bonito, designado por Conservatória dos índios Araris.

Estes primeiros moradores não resistiram às doenças do corpo e da alma trazidas pela civilização, extinguindo-se muito rapidamente ou, em reduzido número, migrando para o norte do atual estado de Goiás, uma vez que as exigências do mercado de trabalho da época não os pensavam treináveis na velocidade desejada para servir como mão-de-obra pela plantation cafeeira.

Os africanos chegaram a constituir a maior população escrava na província do Rio de Janeiro, sendo superada apenas pela população localizada na região de Campos dos Goytacazes. São, hoje, maioria na zona rural, especialmente em Parapeúna e Santa Izabel do Rio Preto.

Predominantemente de origem banto, desembarcados nos portos de Mangaratiba e de Angra dos Reis, subiam com destino às fazendas de café, onde receberam a contribuição de pequenos grupos achantis e malês, estes destinados, principalmente, às fazendas de reprodução de escravos das quais se destacou a Fazenda Santa Mônica.

Os seus descendentes, desde o corpo de voluntários da Guerra do Paraguai, também promovem Valença, podendo ser citados Clementina de Jesus, Fio da Mulata e Rosinha de Valença.

O colonizador europeu veio para a região empolgado com a fertilidade do solo e amenidade do clima. Receberam as primeiras sesmarias de terra por volta de 1771, 1793 e 1797 os pioneiros Francisco Nunes Fagundes, Garcia Rodrigues Paes Leme e Francisco Antônio de Paula Nogueira da Gama.

Na margem esquerda do rio Paraíba, nos atuais limites do município, ficavam as sesmarias de Santa Mônica, doada ao Marquês de Baependí, outra doada ao Conde de Baependí e a de São João, que se estendia até a antiga estação ferroviária de Sebastião de Lacerda, doada ao grande pioneiro capitão, João Pinheiro de Souza, membro da família de Ignácio de Souza Werneck.

A década de 1870 viu chegar a Valença os primeiros imigrantes europeus: 50 famílias instalaram-se na fazenda Ibitira de Ipiabas, outras 30 famílias na fazenda São José do Barão de Souza Lima, e, na fazenda Furquilha, outras 10 famílias que nos enriqueceram com seu talento e amor ao trabalho, através de importantes conquistas realizadas: entre as quais, Pentagna, Pelegrini, Jannuzzi, Boareto, Petrillo, Savastano, Mouffron, Cadinelli e Cupello. Na década de 1950 vieram oito famílias japonesas que rapidamente se integraram à população local.

Mais de 80% da população possui casa própria e o crescimento do índice de urbanização fixado em 86,44 é superior àquele de 81,23 fixado para o Brasil no censo de 2000.

É de se lamentar que a taxa média de migração seja de – 0,96 significando que o contingente de pessoas deixando a cidade é maior dos que aqueles que para aqui vêm, sobretudo porque esta taxa aumenta significativamente na faixa de pessoas entre 15 e 40 anos. O crescimento vegetativo de 1,23 habitantes é considerado excelente para a região, assim como o número de habitantes por moradia estabelecida - 3,72 - e a densidade demográfica - 50,81 hab/km2.

NÉLIO FREIRE DA SILVA

 
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