Aspectos Distritos
História de Valença

O desenvolvimento de Valença foi calcado na exploração econômica da cultura do café. Tendo por base a mão-de-obra escrava, a cidade chegou a ter a maior população negra da província. Com a decadência da cafeicultura, no final do Séc. XIX, Valença encontrou na atividade pecuária – com destaque para a produção de leite -, e na instalação das indústrias têxteis seus principais vetores de desenvolvimento econômico durante o Séc. XX.

Originariamente habitadas pelos índios denominados Coroados, constituíram as terras valencianas o último reduto indígena de grande potencial, no Estado do Rio.

Foi somente a partir de 1789 que, num interesse governamental em ligar a cidade do Rio de Janeiro à região mineira de S. João Del Rey, a civilização colonizadora adentrou terras coroadas.

O Vice Rei do Brasil, D. Luiz de Vasconcellos, encarregou o Capitão de Ordenanças da Vila de Paty de Alferes, Ignácio de Souza Werneck que “aquietasse os índios em seus aldeamentos”. Em seguida, ordenou ao fazendeiro José Rodrigues da Cruz que zelasse pelo aldeamento indígena, ao mesmo tempo em que deveria iniciar a colonização das terras visando à produção de bens. Sem se descuidar do aspecto religioso, incumbiu o Padre Manoel Gomes Leal da catequese indígena, sendo ele autorizado a erigir uma capela, o que foi feito em honra de N. S. da Glória.

Já por esta época, era Vice Rei do Brasil D. Fernando José de Portugal, descendente direto da família portuguesa dos Marqueses de Valença. Por esta razão – homenagear o Vice-Rei – a nova aldeia que se fundava, recebeu o nome de “Nossa Senhora da Glória de Valença (1803)”.

Em 1823, Valença foi elevada à condição de Vila, por D. Pedro I, sendo sua Câmara instalada em 1826. O município de Valença teve seu território definido em 1842 com a criação dos distritos. O ano de 1857 marcou a elevação de Valença à condição de cidade. Em 1925, o Papa Pio XI criou o Bispado de Valença nomeando o 1º Bispo D. André Arcoverde.

A partir de meados do século XIX, tornou-se o 2º maior município fluminense em produção de riquezas, notabilizando-se os cafezais do Visconde do Rio Preto, o maior benfeitor de Valença de todos os tempos. Houve um curto período de decadência entre 1890 e 1906, quando chegou a Valença a luz elétrica e com ela as fábricas têxteis que reaqueceram a economia da região, introduzindo Valença na era industrial.

Até o ano de 1922; cargo de Prefeito era exercido pelo Presidente da Câmara Municipal.

Com referência aos meios de comunicação e transportes, o 1º caminho para se chegar a Valença era o da Serra dos Mascates, que hoje serve de acesso à Torre de Televisão. A 1ª estrada de rodagem foi aberta em 1861 e ligava a cidade de Valença ao Distrito de Juparanã. Logo outras foram abertas, em várias direções. Em 1871 foi inaugurada a E.F. União Valenciana, com a presença ilustre do Imperador D. Pedro II que, ao desembarcar na estação de Valença, exclamou encantado com a graciosidade da região: “Esta é a Princesa da Serra Fluminense”, daí o epíteto de Valença: “Princesa da Serra”. Em seguida, outros ramais ferroviários foram abertos.

No ano de 1925, o 1º automóvel chegou à cidade. Era um Ford 1925 que foi colocado na praça como Táxi. No ano de 1947 foi criada a Viação Valenciana, com uma linha de ônibus ligando Valença a Barra do Piraí. Por esta época, a Unidade Militar construiu um pequeno campo de aviação em terreno do quartel.

Quanto à assistência médico-social, a Santa Casa da Misericórdia de Valença foi fundada pelo Visconde de Baependi em 1838, para atender à população valenciana. O 1º Posto de Saúde Pública foi inaugurado em 1924. Como salas de representações, o teatro da Glória foi edificado em 1869.

Além da Festa de N. Sª. da Glória, a festa da cidade, comemorada a 15 de agosto, Valença guarda a tradição das festas folclóricas tais como a Folia de Reis, o carnaval e outras. Quanto a Entidades Filantrópicas, a Maçonaria chegou à cidade em 1864, o Rotary Clube em 1950 e a Ordem Rosa Cruz em 1976.

No campo da comunicação, mais de 65 jornais já rodaram em Valença sendo o primeiro “A Sentinela Valenciana”, em 1834. Os correios chegaram em 1829, o telefone, em 1888, e o telégrafo, em 1910. No ano de 1947, Valença tornava-se a cidade pioneira na região Sul-Fluminense ao ingressar na era da Rádio-difusão, ao inaugurar a Rádio Clube de Valença – AM. Esta emissora hoje se denomina Rádio Cultura, operando em 1570 Khz.

Igreja Católica: Capela em 1803, Freguesia em 1813, Bispado (diocese tem 14 padres) em 1925.

Evangélicos: Presbiterianos foram os pioneiros em 1908, depois vieram outros.

Centro Espírita instalou-se em 1912.

A primeira Escola, foi criada em 1832, denominada Professor Pina Leitão, no Casarão da subida da Serra da Televisão. Vários colégios de ensino médio abriram e fecharam até que em 1925 foi aberto o Colégio São José, sob o patrocínio do bispado. Em 1952, Colégio Theodorico Fonseca, 1º estabelecimento público de nível secundário, criado pelo prefeito Dr. Luis de Almeida Pinto.

Em 1965, foi criado o Instituto de Educação Dep. Luiz Pinto, para a formação de professoras primárias.

Em 1967, foi fundada a FAA pelo prefeito Luis Gioseffi Jannuzzi, a FAA é mantenedora de sete cursos de nível superior, reconhecidos pelo MEC, ostentando Valença o título de “Cidade Universitária”.

Em Valença existe a Academia Valenciana de Letras, cultuando as artes e as letras, num autêntico apanágio à cultura.

Valença é a única cidade do mundo que possui um monumento à inteligência - (Praça Visconde do Rio Preto). Possui ainda um museu de arte sacra, uma rica Pinacoteca da Santa Casa e várias bibliotecas.

Ainda subsistem, em Valença, casarões da era imperial, incluindo-se o prédio no qual funcionou a 1ª Câmara (Praça da Bandeira) e a 1ª Escola Pública (Casarão da subida da Serra da Televisão).

Várias fazendas da áurea época do café encontram-se em excelente estado de conservação, o que as converte em pontos de atração turística.

Outras atrações turísticas de encanto natural, como o Açude da Concórdia, a Torre de Televisão e a Serra da Beleza, entre os distritos de Conservatória e Santa Isabel, podem ser admiradas pelos visitantes. Em Conservatória, destaca-se a Gruta dos Sete Salões, procurada por espeleólogos que intentam desvendar seus mistérios. Além das cavernas e da excelente conservação do seu casario histórico, Conservatória é o distrito mais famoso do município de Valença pela tradição das serenatas que lhe deu o título de “Cidade das Serestas”.


ROGÉRIO DA SILVA TJADER
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