História de Santa Rita de Jacutinga - MG

Por volta de 1736, quando este lugar era um sertão habitado por índios, descobriu-se uma das trilhas do contrabando de ouro, que culminou com a construção da Fazenda Santa Clara.

Abre-se então o sertão ao povoamento, criando-se a Vila de Rio Preto. Em 1834 surge o Arraial de Santa Rita e em 1945, por fim, a cidade de Santa Rita de Jacutinga.

Apesar de pequenina, há uma igreja em cada bairro da cidade, além da Matriz de Santa Rita de Cássia e a Igrejinha do Alto, situada a 800 metros de altura no Monte Calvário, dedicada a Nossa Senhora Aparecida.

Dia 22 de maio é dedicado a padroeira Santa Rita de Cássia. Durante todo o mês a cidade fica em festa: barraquinhas, leilões, missas e eventos religiosos animam a população e visitantes.

A festa é encerrada da mesma maneira na primeira segunda-feira de junho.

A Cidade

Santa Rita de Jacutinga é uma pequena cidade do interior mineiro, com 5 mil habitantes e um território de 442km².
Rica em águas, além das inúmeras cachoeiras, rios e córregos, Santa Rita possui também muitas minas. Aqui, até a água que sai do chuveiro vem das nascentes.

Clima ameno, noites frescas e estreladas, tranqüilidade e simplicidade são as características mais especiais deste refúgio para os que desejam encontrar algo oposto à correria das grandes cidades.

A Fazenda Santa Clara foi construída a partir de 1760 pelo governador de Minas Gerais e a família Bustamante Fortes, de São João Del Rey. O lugar é repleto de rituais, tais como: uma janela para cada dia do ano, ou seja, 365 janelas; a escada da oração "Pai Nosso", na qual o fiel subia rezando uma frase para cada degrau (acertando, podia fazer um pedido para Santa Clara e seria atendido); a prisão conserva até hoje os instrumentos de torturas, os troncos, marcas de unhas nas paredes (prova do padecimento dos escravos), a senzala com suas janelas pintadas para que a fazenda não perdesse a estética (não poderiam ser verdadeiras para não facilitarem a fuga dos cativos) e os salões com móveis portugueses e italianos da época. Tudo isso guarda a história dos tempos da colonização e da escravidão. A fazenda serve de palco para grandes produções da Rede Globo. Ali foi rodada a mini-série "Abolição" e também parte da novela "Terra Nostra", sendo cenário da fazenda de Gumercindo (Antôni Fagundes). Está aberta à visitação pública, acompanhada por um guia da fazenda, mostrando todo seu interior e contando toda a sua história

HISTORICO DA LINHA: O primeiro trecho da linha da Barra foi aberto pela V. F. Sapucaí em 1891. Chegou a Baependi em 1895 e parou. Do outro lado, os trechos entre Santa Rita do Jacutinga e Passa-Três, no Estado do Rio, foram construídos a partir de 1879 pela E. F. Santa Isabel do Rio Preto, a E. F. Pirahyense e a E. F. Santana, depois absorvidas pela Sapucaí. De Santa Rita a Baependi, seguiram da primeira para chegar a Baependi somente em 1910. Apenas nesse ano, então, consolidou-se a linha da Barra, com esse nome por causa de Barra do Piraí. Os trens de passageiros circularam até 1942 entre Barra do Piraí e Passa-Três, terminal da linha no Estado do Rio; até 1961, entre Santa Rita do Jacutinga e Barra do Piraí; até 1970, entre Bom Jardim e Santa Rita; até 1972 entre Soledade e Aiuruoca; e até 1977 entre Aiuruoca e Bom Jardim. Os trilhos de toda a linha já foram retirados.
 
A ESTAÇÃO: Em Santa Rita do Jacutinga, até os anos 40 apenas Santa Rita, havia, pelo menos a partir de 1924, e até a desativação das linhas em 1970, duas estações: a mais antiga e mais simples, inaugurada em 1893, era da Linha da Barra, da Rede Mineira de Viação; a mais nova - de 1918, justamente - da Linha Auxiliar (Rede de Viação Fluminense) - da EFCB. Na verdade, o prédio atual da antiga Central foi inaugurado em maio de 1924 por Carvalho Araújo, diretor da ferrovia. Haveria outro antes ou a Central estava utilizando as instalações da Sul-Mineira (ainda não era RMV) na época? Os dois prédios, que distam cerca de 50 metros um do outro, ainda existem por ali. Município criado em 1943, Santa Rita do Jacutinga, que tinha duas linhas férreas, hoje não tem nenhuma, e os dois acessos rodoviários para ela são em terra. (Fontes: Max Vasconcellos, Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Revista Brazil Ferrocarril nro. 349, 5/6/1924, p. 638)

 
 
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