História Aspectos
Valença e seus Distritos

Barão de Juparanã

2º Distrito – 66,43 km2

O termo Juparanã é de origem indígena e quer dizer, em tupi guarani, Rio Grande. Esta homenagem foi feita ao Barão de Juparanã, que veio a ser o maior benfeitor do local.

Filho do Marquês de Baependy, era proprietário de várias fazendas nas margens valencianas do Rio Paraíba do Sul. A principal, onde a família viveu os áureos tempos do café, foi a Santa Mônica, onde faleceu o Duque de Caxias. Próximo ao centro do distrito encontra-se outra construção histórica. É o solar da antiga Fazenda Monte Scylene, que chegou a pertencer à Princesa Isabel. Por volta de 1886, a princesa e seu marido, o conde D’Eu, criaram, nesta propriedade, um internato de menores que funcionou até pouco tempo. Adquirida pelo Estado, a propriedade foi adaptada e transformou-se na primeira clínica pública de recuperação de dependentes químicos do interior do Estado. Entre os eventos, a Festa de São Jorge, no final do mês de abril, é famosa pela procissão a cavalo que atrai centenas de cavaleiros.

Santa Isabel do Rio Preto

3º Distrito – 270,35 km2

Pela lei provincial de 26 de maio de 1849, foi criado o curato de Santa Isabel do Rio Preto. A freguesia foi criada logo depois, em 9 de outubro de 1851. A igreja feita a partir de 1852, em honra da padroeira da localidade, se destaca no centro do distrito.

Na zona rural, o distrito preserva parte da história do país com a comunidade de São José da Serra. Descendentes de escravos preservam várias cantigas e danças típicas como o jongo. Outro atrativo de Santa Isabel é a Serra da Beleza, que, além da natureza é reconhecida internacionalmente como local favorável aos avistamentos de discos voadores.

Pentagna (Rio Bonito)

4º Distrito – 244,14 Km2

O clima seco e temperado e a bucólica tranqüilidade do local atraem as pessoas que buscam a paz na simplicidade local. Com inúmeras cachoeiras banhadas pelo rio Bonito, este distrito é notório por sediar a Colônia de Férias dos Servidores do Estado.

Criado por lei ou decreto provincial de 17 de novembro de 1855, denominava-se São Sebastião do Rio Bonito. Por decreto, em 1938, passou a denominar-se Pentagna, em homenagem ao médico e político valenciano que chegou a ser vice-governador do antigo Estado do Rio de Janeiro, Humberto Pentagna.

Parapeúna

5º Distrito – 146,96 km2

Delimitado pelo Rio Preto, que o separa do Estado de Minas Gerais, divide seus encantos com a bucólica cidade mineira de Rio Preto. A principal construção é a capela que tem como padroeira Santa Therezinha do Menino Jesus, em estilo gótico, inaugurada, em 1935, com a sagração realizada pelo Bispo Dom André Arcoverde. Foi criado do desdobramento do antigo distrito de São Sebastião do Rio Bonito (Conservatória), surgindo então, em 28 de janeiro de 1924, como São Sebastião do Rio Preto. A denominação Parapeúna é de origem Tupi e foi dada pelo decreto-lei de 1943, para diferenciar a localidade do vizinho município mineiro. Significa que leva, conduz, ou vai ter ao negro mar.

Conservatória (A Cidade das Serestas)

6º Distrito – 285,34 km2

Conservatória nasceu há mais de um século. O primitivo nome da aldeia era Santo Antônio do Rio Bonito.

Em conseqüência do desenvolvimento agrícola da região, foi criado ali, em 1824, um curato chefiado por um vigário. Com a expansão dos fazendeiros, foi concedido aos índios Araris uma sesmaria de terra, que compreendia uma légua quadrada. Assim foi criada Conservatória, que significou Reserva Indígena.

Após o declínio do café, Conservatória passou a ser procuradora para tratamento de saúde, por possuir ótimo clima. Hoje, sua economia está baseada na agropecuária e no turismo.

Aqui se vive a tradição das serestas. As casas são identificadas por placas com nome e autoria de uma música de seresta escolhida pelo próprio morador. Hoje, a localidade recebe centenas de turistas seresteiros que, além de visitar os museus das serestas, celebram a memória de grandes cantores do passado como: Vicente Celestino, Silvio Caldas, Gilberto Alves, Nelson Gonçalves e Guilherme de Brito, saindo à noite pelas ruas cantando antigas canções.


ROGÉRIO DA SILVA TJADER

 
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